As tecnologias digitais são fatores-chave da inovação, crescimento e criação de emprego. Cerca de 90% dos empregos na União Europeia necessitam de algum nível de competências digitais, pelo que estas estão cada vez mais ligadas à participação no mercado de trabalho. As competências digitais não se referem apenas a estar familiarizado com as tecnologias, mas também a perceber o modo de utilização das novas tecnologias e os meios de comunicação online.

Apesar do aumento significativo da utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) por adultos com baixa qualificação, estes demonstram um fraco nível de compreensão e consciência das implicações gerais que a sua atividade online pode ter na sua vida social e profissional.

Assim, torna-se evidente que os adultos com mais de 45 anos com baixa qualificação necessitam de desenvolver e melhorar a literacia e competência digitais para o uso efetivo das redes sociais de uma forma que possa gerar oportunidades acrescidas ao nível social e profissional.

Destinatários do projeto MedLit45+:

– Adultos, com mais de de 45 anos, desempregados e com baixa qualificação na Roménia, Grécia, Portugal, Espanha e Itália

– Conselheiros vocacionais e/ou autoridades relevantes, organizações e empresas que trabalham com desempregados com baixa qualificação (exemplo: recrutadores).

Principais objetivos:

– Desenvolver competências digitais nos adultos com mais de 45 anos com baixa qualificação através de ferramentas inovadoras, para que se sintam motivados e capazes de construir, online, uma sólida identidade profissional para reforçar o seu acesso ao emprego, conduzindo à inclusão social e económica.

– Melhorar o conhecimento dos conselheiros vocacionais e/ou autoridades relevantes, organizações e empresas que trabalham com desempregados com baixa qualificação e prepará-los para uma nova abordagem, com ferramentas para apoiar e interagir com desempregados de meia-idade através das redes sociais.

O valor acrescido da implementação do projeto ao nível da União Europeia deve-se à sua contribuição para a criação e disseminação de uma estrutura comum (e facilmente adaptável e transmissível) e de uma plataforma de recursos online que enfrentam um desafio à escala da União Europeia (principalmente tendo em conta que a Roménia, Grécia, Portugal, Espanha e Itália estão entre os países com os níveis mais baixos de competências digitais, especialmente de pessoas com baixas qualificações).

Irá também contribuir para a continuação da implementação da Agenda para as Novas Competências na Europa.